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[X] O Trovão - Kiri - Maquiavel

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1[X] O Trovão - Kiri - Maquiavel Empty [X] O Trovão - Kiri - Maquiavel em Sex Dez 02, 2016 9:33 pm

Otsutsuki


Admin Master
Admin Master
Nome: O trovão
Vila: Kiri
Rank: x
Tipo de Missão: Filler Complexo
Integrantes: Maquiavel
Descrição da Missão: Maquiavel era convocado misteriosamente para um lago afastado do centro de Kiri. Eram desconhecidos ainda os motivos para tal convocação.
Narrador: Otsutsuki Hagoromo
Recompensa: 100 a 2000 Ryous, de 01 a 30 pontos de soma, 8 pontos de Jutsu e 10 a 30 pontos de Status (Chakra,Stamina ou Hp)
Estação - Primavera
Clima - Vento
Horario - 22:40

Objetivos escreveu:[list][*]Inicie em sua residência. Recebeu um pergaminho misterioso com o selo oficial da Mikuzage.
[*]Siga até o local, um pequeno lago longe de tudo, rodeado por uma densa floresta.
[*]Combate com um Ninja não identificado. Ele usa espadas. Vença-o.
[*]Após esses objetivos cumpridos seguiremos com o filler.

https://colherdechocolate.forumeiros.com

2[X] O Trovão - Kiri - Maquiavel Empty Re: [X] O Trovão - Kiri - Maquiavel em Dom Dez 11, 2016 1:36 am

Convidado


Convidado
O Trovão - Pergaminho
A noite era densa, mesmo na primavera. Estava sozinho em minha casa, sentado no sofá de minha sala. Um livro simples se encontrava repousando em meus dedos finos. A Arte da Ilusão - Nível Avançado era seu nome. Sua capa era de um couro grosso que roçava em minha pele enquanto suas páginas, de aspecto arcaico e amarelado, quase se desfazem ao ser tocado pelo mais leve dos movimentos bruscos. Isso em minhas mãos era um relíquia, ainda tenho problemas em acreditar que a biblioteca cedeu - me o direito de estudar suas palavras gravadas em uma tinta preta, pouco desfeita pelos ventos do tempo.
Um ruído atrapalhou minha leitura seguida do toque da campainha que ecoou, sem pressa, pelas paredes dessa casa antes de baterem, praticamente sem fôlego, no portal de meus ouvidos. Levanto-me, um suspiro toma vida em meus lábios e meus passos, escassos de sentimento ou velocidade, fazem seu percurso até á porta. A maçaneta quando tocada estava fria, com um semblante fúnebre enquanto á girava em um mar de atos calculados.
A entrada está aberta e os sussurros gelados de lá fora não perdem tempo e entram sem pensar duas vezes. Aos meus pés há um pergaminho bem conservado e cuidado com esmero. Olhando mais atentamente era capaz de enxergar um símbolo que trás, em sua mais simplista visão, uma ideia de realeza, poder e ambição que poucas imagens seriam capazes de suportarem. O selo de uma líder, o selo da Mizukage estava perante meu olhar analítico.
Observei meus lados com um gesto simples de minha cabeça, encarando - os em uma tentativa de confirmar se não existiam olhos alheios me contemplando nessa noite calada. A cena que veio aos meus sentidos não poderia ser mais vazia, nem mesmo os animais pareciam ter coragem de saírem de suas tocas nesse clima tenso criado pela eminência de uma guerra que está acontecendo por além das paredes dessa cidade. O mundo não é tão atrativo quanto pode parecer em uma primeira vista.
Segurei o pergaminho e voltei para minha casa, trançando seu fechamento em um minuto sutil e fugaz. Sentei - me novamente no sofá, deixando que minha pele sentisse seu tecido macio enquanto meus dedos abriam esse pergaminho sem fazer cerimônia. As palavras escritas nessa folha ainda tinham sua tinta fresca em frases desenhadas com uma grafia precisa e de certo modo, tinha bastante beleza em suas letras.
A missão era aparentemente simples, ir a um lago distante sobre o brilho das estrelas. A julgar pela forma que foi entregue, diria que esta operação é extra-oficial, secreta se preferir. Uma vez que sou apenas um Gennin, deve haver algo que me torne único para tal tarefa. Uma característica.

3[X] O Trovão - Kiri - Maquiavel Empty Re: [X] O Trovão - Kiri - Maquiavel em Qua Dez 14, 2016 2:42 am

Convidado


Convidado
O Trovão - Lago e a Floresta
Saio de minha casa, vestido com uma roupa casual e armado com uma pequena, e sutil, bolsa de armas.
A primavera era uma realidade pouco sentida em minha pele. A nevoa densa cerca meu corpo, trazendo uma sensação de mistério para tudo aquilo que meus olhos opacos passavam em sua vista. As pernas eram lentas, sem pressa de chegarem aonde devem. Os braços sentem-se frios enquanto se moviam, uniformemente, para frente e para trás. Ás mangas compridas de minha camisa branca, de botões, falham em proteger-me dos sopros da frieza.
Os passos que dou são cobertos de um cenário lúgubre. As casas, com suas paredes de tijolos de muitas cores, exilavam um aroma de medo e ansiedade. Os poucos corajosos que se aventuram á andar tarde da noite, o fazem com uma expressão cautelosa em seus rostos e com uma mão, bastante tremula, em suas bolsas ou pertences.
Entretanto, á medida que desço nas ruas e desenho minhas pegadas pela periferia da vila, a imagem de pavor se mostra cada vez menos maquiada e perfumada. Ás moradias mostra-se bambas, construídas em uma madeira de segunda linha. Os indivíduos movem-se com cuidado e olhos cheios pelo sentimento fervente de auto-preservação. Seus dedos não estão dominados pelo tremor, mas sim, motivados por raiva e impotência. Facas estão em seu comando, lâminas que não vacilam enquanto encaravam meu corpo em sua mira.
Quando finalmente saio dessa região e percebo que seus olhares ansiosos não beiram nas sombras de minha cabeça, um acanhado suspiro faz sua estrada até meus lábios. O resto do caminho era bastante calmo e calado. O som de tímidos pássaros noturnos podia ser escutado ao fundo. Longe da área residencial jazia um espaço aonde ouvidos alheios não pareciam ter curiosidade de desbravar. Uma Floreta e um Lago.
Essa cena era algo complicado de se aceitar que existiria dentro de um lugar conhecido como Vila da Nevoa pudesse ter um canto tão estranhamente vivo. Era uma vegetação esverdeada, que ilustrava um senso de vida e diversidade. Os barulhos retornam, dessa vez em diversos tons e volumes. Podia ouvir algumas patas se movendo dentre desse verde imperativo. Em seu centro encontro uma concentração de água cristalina e densa. Esse era o lugar que eu deveria está.
Um baque aconteceu.  
Olhei para trás quase como um reflexo de sobrevivência
Uma Katana vinha em minha direção, com uma intenção assassina banhando sua Lâmina.

4[X] O Trovão - Kiri - Maquiavel Empty Re: [X] O Trovão - Kiri - Maquiavel em Qui Dez 15, 2016 2:12 am

Convidado


Convidado
O Trovão - Lâminas se Cruzam
A espada era fria, uma sensação quente e agonizante invade minha carne quando sua lâmina corta o vento e penetra minha pele. O vermelho derramar-se ao chão, pintando o solo com um rio tímido de sangue. A visão esbagaça, perdendo aos poucos sua credibilidade. O escuro começa a me rondar, como um urubu voando sobre uma refeição que ainda não se decidiu entre a vida e a morte.
Caio ao chão, sentindo a grama bater sobre meu joelho e roçar em minhas pernas. O vermelho torna minha queda quase como se estivessem indo em direção á uma piscina dura e áspera. O último suspiro que sai de meus lábios se mostra uma mistura de raiva, serenidade e inquietação por não saber qual fora o rosto que me tirou o direito. Apenas o som de uma risada escapou, mostrando que meu assassino tem senso de humor.
Ele olha para onde está o corpo e sente o peso do chão ensangüentado sobre seu calçado. Em sua mão repousava sua espada manchada. Suas vestes eram uma armadura metálica surrada pelo tempo, uma sandália de madeira com cicatrizes de seu passado em sua superfície e espaço, em sua cintura, para se colocar duas espadas. Seu rosto era velho, cheio de rugas e um cabelo grisalho.
Em momento fugaz o meu eu, antes ferido mortalmente, se desfaz em um clone ilusório. Um instante se passa e apareço em suas costas com uma pequena Kunai descansando em sua garganta. O suor passeava por sua testa envelhecida enquanto sua mente fervilha seu mais recente passo. Sua boca, mesmo com um perigo literalmente perto, não vacilava em seu discurso.
- Novatos não fazem uma ilusão como essa... Meus parabéns.
Um riso sarcástico saiu de seus lábios antes de seu corpo, perante a mim, se dispersar em uma água que molha meus sapatos. Eu estava para enfrentar um inimigo com os anos pesando com o nome de experiência em seus ombros.  Sua estrutura velha reapareceu á alguns metros de mim, sorrindo com certo ar de jovialidade e uma alegria genuína.
- Isso terminará rápido, Criança. Não sou sádico ao ponto de prolongar isso.
Sua presença se transformou em nada. Ele estava se movendo em uma velocidade que os olhos humanos apenas podiam sonhar em um dia acompanhar. Entretanto, meus olhos estão bem distantes do comum. O olhar se torna avermelhada e os passos de meu oponente, antes fugazes e ágeis, se tornam lentos e previsíveis. Eu o acompanhei em toda sua trajetória com meus olhos e o vi indo para trás de mim com um riso estampado em seus lábios.
- Uma pena, você tinha mostrado potencial...
Dizia antes de erguer suas espadas ao ar e efetuar diversos golpes que esbanjavam precisão. Entretanto, seus movimentos foram bloqueados com relativa dificuldade com a pequena Kunai que eu segurava.  Após o pequeno confronto de habilidades, distanciei-me alguns largos passos para longe de meu adversário. A respiração estava ofegante, sentindo o peso que o súbito embate teve em meus ossos.
- Mantendo – se distante... Esperto. Eu ainda não enfrentei olhos vermelhos como os seus.
As palavras saem de minha boca sem forças, morrendo antes de poderem chegas aos ouvidos do outro. Sua face tornava-se mais séria, como se já tivesse perdido muito tempo nisso. O velho muniu – se de sua segunda espada e partiu em direção a mim de maneira brusca e pouco sutil. Mal tive tempo de largar minha arma ao chão e fazer alguns selos de mão enquanto meu corpo desaparecia com fugacidade.
Uma árvore cresceu ao seu redor assim que seu corpo descansou e os galhos que de ela nasciam capturaram seus braços, pernas e garganta.  Parte de meu corpo surgiu do tronco com uma Kunai em seus dedos. Enquanto a mesma passeava em sua garganta ansiosa, meus lábios trabalharam em uma tímida frase que trazia á carga de seu passado.
- Já executei um usuário de espadas com esta mesma técnica...
Ele riu dessa declaração acanhada e ao som de sua gargalhada, os papeis se investiam dentro de minha própria ilusão. Eu estava preso entre os galhos e ele, com uma expressão neutra, com sua lâmina sobre minha garganta. O mesmo a afastou, preferindo perfurar meu peito com um golpe limpo e determinante. O vento gritou enquanto sua Katana não média os segundos para me acertar.
A técnica se desfez ao som de Akagan Genjutsu no Kai. Porém, meu corpo apenas consegue se mover com tempo o suficiente para desviar á ofensiva para meu ombro. Segundos se passam e estou caído de joelhos sobre a grama, estampando o ferimento recém aberto com uma de minhas mãos. O sangue escorria em meu braço e chegava á pintar meus dedos com tons de vermelho.
O senhor idoso com uma face estampada de vitória, se preparava para me executar com suas duas lâminas cercando meu pescoço. Porém, uma ultima cartada foi feita nesse xadrez. Vários pés de feijão começam a nascer em nossa volta, prendendo o assassino em suas vargens que não paravam de crescer. Imobilizando e vendo suas espadas caírem do alto, o espadachim recebe seu destino quando saio de uma vargem e o golpeio fartamente com uma Kunai.
Instantes depois a ilusão se apaga e apenas restam dos corpos ao chão. Dentre eles, apenas um ainda continua com vida.  
   
Observação:

Houve uma pequena e fugaz referência ao Filler Simples - Olhos Mortos, para mostrar que o que é escrito sobre o passado do personagem tem impacto sobre seu eu do presente. Espero que isso seja permitido. Obrigado pela leitura.

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